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Uma visão sobre legado e sua relação com a missão empresarial e o "compliance".

Uma visão sobre legado e sua relação com a missão empresarial e o

Você já ouviu falar sobre legado? Se sim, qual foi o efeito que isso teve com a sua vida pessoal e profissional? Já pensou em como colocar em prática o que Deus determinou para você neste sentido?

Mas se nunca ouviu, ou se o assunto não é muito claro para você, vamos conversar um pouco sobre isso.

O que significa Legado? No Brasil esta palavra está muito ligada ao seu conceito jurídico, que é a disposição de última vontade de uma pessoa, que faz um testamento e deixa algo, um bem, para outra pessoa quando aquela vier a falecer. Também está vinculado a uma missão dada por uma pessoa que está prestes a falecer para outra cumprir. E por fim pode-se entender também como algo que é passado de geração para geração.

Dentro destes conceitos há um fato comum, que é algo que uma pessoa deixa para outra, quando não mais viver. Neste sentido, podemos ampliar o significado básico de Legado não apenas focando na questão material e jurídica, isto é, bens ou recursos financeiros deixados por testamento, mas também olhando para questões culturais, econômicas, espirituais entre outras, que claramente são passadas de geração em geração, de uma pessoa para outra.

Quando lidamos com legados culturais, por exemplo, vemos que nossos antepassados deixaram uma cosmovisão que se permeia na cultura atual, ficando evidente nos regionalismos existentes no País, como nas diferenças entre os Estados do Sul e do Norte, uma vez que cada um foi povoado por culturas diferentes no passado recente.

Podemos observar a questão do legado cultural também nas diferenças entre cada família e no comportamento de cada indivíduo, que claramente apresentam diferenças em si, sendo fruto de um pensamento deixado – legado - por alguém que influenciou diretamente cada pessoa. Neste ponto, podemos ver pessoas que deixam legados financeiros substanciais, mas o legado cultural deixado acaba por destruir a família quando esta pessoa falece, fazendo com que seus herdeiros passem anos brigando para ver quem fica com mais bens. Por outro lado, há pessoas que deixam bons patrimônios e um legado cultural voltado à família, e assim, quando esta pessoa falece, a situação se resolve sem contendas.

Quando falamos em legado econômico, podemos ver que boas decisões tomadas por alguns governantes éticos acabam por manter uma nação mais próspera por mais tempo, enquanto um governante corrupto deixa um legado de destruição e de dificuldade financeira que fará com que aquele País leve gerações para se recuperar, se isso efetivamente chegar a ocorrer.

No aspecto espiritual isso é ainda mais evidente, sendo que é clara a diferença entre os legados que o Cristianismo e o Islamismo deixam em cada cultura afetada direta ou indiretamente por eles, inclusive nas áreas econômica e social.

Mas o que se pretende destacar é que todos nós deixamos um legado e ele pode ser positivo ou negativo, de acordo com nossas decisões e posições.

Desta breve introdução, podemos direcionar o estudo para o mundo empresarial que, sendo ou não voltado a missões, deixará um legado na região em que se encontra e para as pessoas ao seu redor.

Mas uma empresa pode deixar um legado? Na realidade quem deixa o legado são as pessoas que administram a empresa, pois é a partir delas que são definidas e executadas todas as diretivas que impactam diretamente o ambiente, a economia, a sociedade e a espiritualidade daquela região.

Reitero, pessoas deixam legados querendo ou não, e eles podem ser positivos ou negativos de acordo com suas convicções, decisões ou omissões.

Quando analisamos os pilares do BAM não podemos acreditar que estes são exclusivos desta doutrina. Na verdade, todas as empresas, qualquer que seja a orientação espiritual de seus dirigentes, impactarão os setores Econômico, Espiritual, Social e Ambiental, restando saber qual legado o empreendedor cristão quer deixar.

Sustento o que falei com o seguinte exemplo:

Qualquer empresa que não tenha uma visão de sustentabilidade ambiental, claramente deixará danos nesta área mesmo que de menor porte. Podemos citar, por exemplo, uma grande empresa que recentemente deixou um legado ambiental nefasto na Cidade de Brumadinho. Ela não tinha uma cosmovisão cristã como seu centro, mas deixou um legado.

Outra situação é de uma empresa que não respeita os funcionários, ou que age de forma antiética e que impactará – legará – nas áreas Econômicas e Social, de forma negativa. Podemos exemplificar com uma outra grande empresa que foi responsabilizada pela Operação Lava Jato e que deixou um legado de extrema corrupção e que impactou negativamente estas áreas, levando a desempregos em cascata e até a desmoralização do País mundo afora.

Enfim, o que quero dizer é que, não importa se você direciona sua empresa a missões e à ética cristã ou não, o fato é que sua empresa gerará um impacto - um legado - em qualquer destas áreas, positivo ou negativo.

Assim, quando analisamos a Missão empresarial não podemos questionar se vamos ou não adotar os pilares do BAM para seguir, pois na realidade, qualquer empreendimento impactará e deixará um legado nestas áreas.

Como já dito, e repito, a função do empreendedor cristão é mais assumir a responsabilidade em deixar um legado positivo, do que se omitir e deixar um legado negativo, pois na verdade não se discute se vamos ou não deixar um legado, mas sim, qual legado vamos deixar.

Quando analisamos a questão e decidimos deixar um legado positivo – cristão - precisamos entender que isso demandará responsabilidade e trabalho árduo, sendo que neste ponto, precisaremos de uma estratégia clara, ativa e fortalecida de “compliance” na empresa.

O “compliance” é uma das principais ferramentas para se gerir uma organização de forma eficaz, pois é através dele que os princípios influenciarão as politicas, as politicas influenciarão a cultura, e a cultura produzirá o legado que se pretende deixar.

Desta forma, o empreendedor que se volta à missão empresarial precisa se sustentar nos princípios éticos e fazer com que eles se mantenham firmes dentro de sua organização, utilizando o “compliance” através de suas ferramentas próprias, para definir os passos que devem ser seguidos ao longo do tempo em todos os pilares de atuação.

Com isso o empreendedor pode ter a segurança de que, mesmo nas adversidades que efetivamente surgirão, não haverá espaço para ceder às “tentações” dos caminhos mais fáceis e se manterá firme nos propósitos de Deus para o seu negócio.

Pense em deixar um legado Cristão! Influencie as áreas de atuação e use as ferramentas do “compliance” para por em prática e direcionar o seu legado por gerações.

Quer saber mais sobre o “compliance” e a sua relação com o BAM e com o Legado? Entre em contato pelo site: www.coetica.com.br, ou pelo e-mail: contato@coetica.com.br.

Imagem obtida no site www.pt.dreamstime.com.

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