Não só por mim, mas pelos outros também

Malquias, um dos ourives, consertou o muro até as casas para os servidores do templo e para os negociantes...” - Neemias 3.31a(NVT) Para quem é o fruto do nosso trabalho e os recursos que obtemos com os nossos negócios? Uma resposta desprovida da pretensão de parecer moralmente correto, teria um teor semelhante a: - “Para mim e para minha família”. E não há nada de errado com isso. 


Afinal, é para o nosso bem e daqueles que amamos, que Deus nos dá tanto os bens como a capacidade de obtê-los por meio do trabalho. Mas, em tempos de crise, o senso de auto proteção se aguça. Não faltam ditados populares para expressar esse fato. E o que vemos no trecho acima é surpreendente, um negociante trabalhando para o bem de homens cujo ofício não lhes garantia salário, e também, necessidades de outros negociantes que, provavelmente, não possuíam condições de contribuir sozinhos na reconstrução. 


Trabalhar para o bem de outros não se trata de mera decisão moral de quem almeja uma espécie de puritanismo empreendedor, nem deve servir para desencargo de consciência. Tampouco deve ser tratado com romantismo. Malquias fez o que fez porque entendia que seus recursos serviam a um propósito maior que os seus negócios. A decisão de fazer dos nossos negócios um empreendimento abençoador parte do entendimento de que eles não existem para satisfação pessoal, eles existem porque fazem parte de um propósito maior, e podem ter um impacto muito mais abrangente e profundo do que imaginamos. 


Se anteriormente concluímos que, se não podemos atender o todo, é efetivo fazer nossa parte, hoje vimos que nossos negócios se tornam maiores quando sua finalidade estende-se de maneira abençoadora a pessoas que não, necessariamente, estão no raio de nossos interesses pessoais.


Perguntas para reflexão: 

1) Para quem são os recursos que obtenho com meu negócio?

2) Como posso estender meus negócios de maneira abençoadora para fora do raio de meus interesses pessoais?