Planejamento começa no coração

Ao observar a jornada de Neemias na reconstrução de Jerusalém, a primeira pergunta que devemos fazer é: em que aspecto o contexto de desolação dos habitantes de Judá se assemelha aos dias atuais? Os impactos da pandemia nos negócios, principalmente os de pequeno e médio porte, sintetiza bem a resposta. 


Em abril, uma pesquisa do SEBRAE já mostrava que 58,9% das pequenas empresas do Brasil pararam de funcionar temporariamente. Número que provavelmente aumentou de lá para cá, sem falar na possibilidade de grande parte desses negócios não voltarem a funcionar no fim da pandemia. Não preciso dizer o quão longe podem ir os desdobramentos dessa condição. Sim, é um cenário desolador. Isso porque também entram na conta os impactos sociais que derivam dos econômicos. Independentemente da intensidade que tenha chegado a você, é certo que vivemos uma crise da qual não arriscamos apontar uma data para acabar. 


A reação de Neemias ao cenário caótico de Jerusalém, no entanto, é inspiradora. Depois de um intenso momento de lamentação e oração, o que já salta aos olhos é sua disposição em se envolver com a causa, a despeito de sua boa condição como copeiro do rei. “Fiquei com muito medo, mas respondi... Se lhe parecer bem, peço que me envie a Judá para reconstruir...” - Neemias 2.2-5 (NVT) Não só o relativo conforto do palácio estava em jogo, mas também sua vida, uma vez que bastasse o rei interpretar como traição seu desejo de reedificar Jerusalém, para ordenar imediatamente a sua morte. Contudo, Deus foi com ele e o rei foi favorável a seu pedido.


Perguntas para reflexão: 1) Como tenho reagido ao cenário de crise que se instalou no Brasil, como consequência da pandemia? 2) O quanto estou disposto(a), sob a orientação de Deus, a me envolver na reconstrução do cenário socioeconômico da minha cidade?