Se não o todo, a minha parte

No terceiro capítulo de Neemias, encontramos princípios que passariam despercebidos aos olhos de qualquer leitor apressado. Mas, nesta série de devocionais, não poderia deixar de tratar de alguns que são encontrados em uma leitura mais atenciosa. Por isso, selecionei dois que me chamaram a atenção. 


Como já vimos até aqui, Jerusalém estava desolada, sua reconstrução demandava de bastante mão de obra. E foi na dura realidade do grande trabalho que havia pela frente, que o coração daqueles que se comprometeram com a reconstrução foi posto à prova. Os trechos da obra foram distribuídos de acordo com a localização das famílias e a disponibilidade de recursos que possuíam. Algumas, por serem pequenas e de poucas posses, construíram o perímetro à frente de sua casa. E é aqui que se destaca o primeiro princípio, o de cada um fazer sua parte quando não se pode fazer o todo. Este princípio é aplicável em nosso contexto quando consideramos a nossa relação com a cidade (local) onde fazemos negócios. Em outras palavras, o princípio se aplica ao impacto que os nossos empreendimentos têm na realidade onde estão inseridos.


 A pergunta, então, é se nossos negócios, pequenos ou grandes, impactam positivamente a localidade onde estão inseridos. É bem verdade que nenhuma empresa, por maior que seja, é suficiente para suprir as demandas da cidade, mas quando compreendemos o todo e identificamos a parte que nos cabe, conseguimos aplicar intencionalidade no impacto que queremos causar na realidade local que nos cerca. Até aqui, falei apenas de um dos princípios que selecionei no capítulo 3 de Neemias. O segundo, abordarei no próximo devocional.


Perguntas para reflexão: 

1) O meu negócio gera impacto significativo na cidade? 

2) Como posso aplicar o princípio mencionado neste devocional em meu negócio, considerando os 4 pilares BAM?